A repescagem da Copa do Mundo FIFA é um dos caminhos mais tradicionais para definir as últimas vagas do maior torneio do futebol mundial. O mecanismo surgiu pela primeira vez nas Eliminatórias para a edição de 1958, quando garantiu a classificação do País de Gales.
A partir da Copa de 1962, o sistema foi oficializado pela FIFA e passou a ser adotado com frequência, criando confrontos decisivos entre seleções de diferentes confederações. Apesar disso, o modelo não esteve presente em todas as edições — como em 1966, 1970 e 1982.
Como funciona a repescagem da Copa do Mundo
Ao longo dos anos, a repescagem se consolidou em dois formatos principais:
- Repescagem europeia (UEFA): disputada apenas entre seleções da Europa, com maior número de vagas em jogo.
- Repescagem intercontinental: confrontos diretos entre seleções de diferentes continentes, definindo vagas globais.
Essa divisão permite equilibrar o acesso ao Mundial, garantindo oportunidades para equipes de diversas regiões.
Classificados via repescagem na história
Confira os países que garantiram vaga em Copas do Mundo através da repescagem:
- 1958: País de Gales
- 1962: Espanha, Iugoslávia, México
- 1974: Chile
- 1978: Hungria
- 1986: Escócia, Bélgica
- 1990: Colômbia
- 1994: Argentina
- 1998: Irã, Bélgica, Croácia, Itália, Iugoslávia
- 2002: Irlanda, Uruguai, Bélgica, Alemanha, Eslovênia, Turquia
- 2006: Austrália, Trinidad e Tobago, República Tcheca, Espanha, Suíça
- 2010: Nova Zelândia, Uruguai, França, Grécia, Portugal, Eslovênia
- 2014: México, Uruguai, França, Grécia, Portugal, Croácia
- 2018: Peru, Austrália, Suíça, Croácia, Dinamarca, Suécia
- 2022: Austrália, Costa Rica, Portugal, Polônia, País de Gales
- 2026: Suécia, Turquia, Tchéquia, Bósnia, República Democrática do Congo e Iraque
Repescagem da Copa do Mundo 2026: novo formato e mudanças
A edição de 2026 marca uma transformação histórica na Copa do Mundo FIFA 2026, que contará com 48 seleções. Com isso, o sistema de repescagem também foi reformulado.
Pela primeira vez, a repescagem intercontinental deixou de ser disputada em jogos de ida e volta e passou a adotar um formato de minitorneio organizado pela FIFA, reunindo seis seleções em sede única.
As partidas decisivas aconteceram no México, funcionando também como evento-teste para a estrutura do Mundial. Nesse modelo, duas vagas estavam em disputa entre seleções de diferentes continentes.
- Classificados pela repescagem intercontinental: República Democrática do Congo e Iraque
- Classificados pela repescagem europeia (UEFA): Suécia, Turquia, Tchéquia e Bósnia














