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Nova regra de impedimento estreia no futebol: “Regra Wenger” é testada em jogo oficial no Canadá

O futebol mundial iniciou uma nova fase neste sábado (4) com a aplicação inédita da chamada “Regra Wenger”. A mudança na interpretação do impedimento, proposta por Arsène Wenger, foi utilizada pela primeira vez em uma partida oficial, durante a abertura da temporada no Canadá.

O duelo entre Forge FC e Atlético Ottawa marcou a estreia prática da nova regra, implementada de forma experimental pela International Football Association Board.

Como funciona a nova regra de impedimento

A principal mudança está na interpretação do lance: agora, um jogador só será considerado em posição irregular se todo o seu corpo estiver à frente do último defensor. Ou seja, se qualquer parte ainda estiver alinhada, o lance segue normal — diferente da regra anterior, que marcava impedimento em situações milimétricas.

A novidade já teve impacto direto no jogo. Aos 35 minutos do primeiro tempo, um atacante do Forge recebeu um cruzamento em posição limite, com parte do corpo alinhada à defesa. Pela regra antiga, o lance seria invalidado, mas a arbitragem deixou seguir. O jogador quase marcou, protagonizando o primeiro momento prático da nova interpretação.

Já o primeiro impedimento assinalado dentro do novo critério ocorreu apenas aos 17 minutos da segunda etapa, quando um atleta estava completamente à frente da linha defensiva.

Outras mudanças: sistema de challenge também é testado

Além da “Regra Wenger”, a partida contou com outro experimento importante. A IFAB introduziu o sistema de challenge, que permite aos treinadores solicitarem até duas revisões de lances durante o jogo.

Diferente do VAR tradicional, o pedido parte dos bancos de reservas e é analisado pelo sistema Football Video Support. A primeira utilização aconteceu aos 15 minutos, após a marcação de um pênalti para o Forge. O técnico adversário acionou o recurso, e o árbitro revisou o lance com auxílio da tecnologia.

Canadá vira laboratório para mudanças no futebol

A escolha do Canadá como palco desses testes não foi aleatória. A IFAB monitora de perto o impacto das novas regras no ritmo de jogo, número de gols e decisões de arbitragem. Os dados coletados serão fundamentais para definir uma possível implementação global.