A Associação Europeia de Torcedores de Futebol (FSE) entrou com uma ação na Comissão Europeia contra a FIFA, questionando os preços elevados e os processos de compra considerados pouco transparentes para a Copa do Mundo de 2026. Em parceria com a organização Euroconsumers, a entidade acusa a FIFA de abuso de posição dominante na venda de ingressos do torneio.
Segundo a FSE, os valores praticados estão muito acima das edições anteriores. Para a final, marcada para 19 de julho, nos Estados Unidos, os ingressos mais baratos chegam a US$ 4.185 — cerca de sete vezes mais caros do que no Mundial do Catar, em 2022. A entidade também critica o uso de preços dinâmicos, que variam conforme a demanda, sem critérios claros, além da falta de informações detalhadas sobre assentos e disponibilidade no momento da compra.
A FIFA, por sua vez, justifica os valores com a alta procura, destacando que a edição de 2026 terá quase sete milhões de ingressos disponíveis para 104 partidas, no primeiro Mundial com 48 seleções. Ainda assim, FSE e Euroconsumers pedem medidas urgentes, como o fim da tarifa dinâmica, maior transparência no sistema de vendas e limites para os preços praticados, especialmente na plataforma oficial de revenda.















