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Copa do Mundo 2026: FIFA minimiza preocupações políticas e reforça foco no futebol

As discussões sobre segurança e questões políticas envolvendo a Copa do Mundo de 2026 seguem em pauta, mas, segundo a FIFA, esse cenário não é novidade e tende a perder força quando a bola começar a rolar. A competição, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, tem início marcado para o dia 11 de junho, na Cidade do México.

Em meio a um contexto global delicado, fatores como a guerra no Oriente Médio, políticas migratórias mais rígidas nos Estados Unidos — especialmente ligadas ao ex-presidente Donald Trump — e a violência do crime organizado no México têm gerado apreensão entre torcedores e delegações.

FIFA vê cenário como recorrente em Copas do Mundo

Apesar das preocupações, o vice-presidente da FIFA, Victor Montagliani, afirmou que esse tipo de contexto sempre esteve presente antes de grandes torneios.

Durante a conferência Business of Soccer, em Atlanta, o dirigente destacou que questões geopolíticas já marcaram edições anteriores do Mundial, citando inclusive a Copa do Mundo de 1978, realizada em um período de forte instabilidade política.

Segundo Montagliani, o atual cenário ganha ainda mais repercussão devido ao impacto das redes sociais e da cobertura midiática global, mas não foge ao padrão histórico das competições.

Tensões e preocupações logísticas

Entre os pontos mais sensíveis está a situação da seleção iraniana. A Federação de Futebol do Irã já iniciou conversas com a FIFA para avaliar a possibilidade de transferir jogos para fora dos Estados Unidos, após alertas sobre possíveis riscos à segurança de seus jogadores.

Além disso, torcedores também relatam dificuldades na obtenção de vistos e receios em relação aos controles migratórios, o que tem gerado debate sobre a acessibilidade do torneio.

Relação política gera críticas à FIFA

Outro ponto que tem repercutido é a relação entre o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e Donald Trump. O dirigente foi criticado por sua proximidade com o político norte-americano, incluindo participação em eventos diplomáticos e a entrega de um prêmio simbólico durante o sorteio do Mundial.

Mesmo assim, Montagliani reforçou que manter um bom relacionamento com os governos dos países-sede é essencial para garantir a segurança da competição.

Foco será o futebol, garante dirigente

Por fim, a FIFA mantém o discurso de que, apesar das tensões, o foco do torneio será o futebol. Segundo Montagliani, a prioridade é garantir segurança aos torcedores e proporcionar uma experiência positiva durante o evento.

A expectativa da entidade é de que, assim como em edições anteriores, as preocupações externas fiquem em segundo plano assim que a competição começar.

“Quando a bola rolar, tudo será sobre futebol”, resumiu o dirigente.