O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud, confirmou que o termo “Brasa” não será utilizado no uniforme oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo deste ano. A expressão, que gerou forte repercussão negativa nas redes sociais, foi alvo de pesquisas de marketing que apontaram rejeição significativa por parte do público brasileiro.
Em entrevista à ESPN Brasil, o dirigente afirmou que foi surpreendido com a utilização do termo e garantiu que já solicitou à Nike a substituição por “Brasil” nos materiais esportivos da equipe.
“Pelo respeito que eu tenho com a bandeira e com a Seleção Brasileira, não tem ‘Brasa’ no nosso uniforme principal. Nosso manto é o verde e amarelo, e isso sempre será preservado”, destacou Xaud, reforçando o compromisso com a identidade tradicional da equipe.
Além disso, o presidente explicou que a repercussão foi acompanhada internamente antes de qualquer posicionamento oficial. Segundo ele, a decisão visa tranquilizar os torcedores e reafirmar o respeito aos símbolos nacionais. “O nosso nome é Brasil, e assim será mantido, inclusive nos detalhes do uniforme, como o meião”, completou.
Parceria com Jordan e estratégia global
Outro ponto que também gerou debate foi a presença da Jordan Brand no uniforme azul da Seleção. Apesar da polêmica, Xaud minimizou o impacto e explicou que a iniciativa faz parte de uma estratégia de internacionalização da entidade.
Segundo o dirigente, o acordo com a Nike foi herdado da gestão anterior, e a presença da marca é vista como uma ação de marketing para ampliar a visibilidade global da Seleção Brasileira. “Não vejo a Jordan como a pessoa, mas como uma grande marca. Isso agrega valor e credibilidade à CBF no cenário internacional”, afirmou.
Ele ainda destacou que o uso do logo não interfere na camisa amarela, principal símbolo da equipe, preservando a tradição que marca a história da Seleção.
Estreia e expectativa
Mesmo com a polêmica recente, o novo uniforme amarelo deve fazer sua estreia na terça-feira (31), quando o Brasil enfrenta a Croácia, às 21h (de Brasília), em Orlando. A expectativa agora gira em torno da aceitação do público e do desempenho dentro de campo, que segue como prioridade máxima da Seleção Brasileira.














