A Copa do Mundo de 2026 pode entrar para a história por um motivo incomum: o Brasil corre o risco de não ter nenhum técnico na principal competição do futebol mundial. O cenário, até então impensável, ganhou força após a eliminação da Albânia na repescagem europeia.
A última esperança era Sylvinho, que comandava a equipe albanesa. No entanto, a derrota por 2 a 1 para a Polônia, nesta quinta-feira (26), encerrou as chances de manter a tradição brasileira entre os treinadores do Mundial.
Cenário histórico pode se confirmar
Com isso, cresce a possibilidade de, pela primeira vez, nenhuma seleção participante da Copa contar com um técnico brasileiro. A única forma de reverter esse quadro seria uma eventual contratação nos meses que antecedem o torneio — algo cada vez mais improvável.
O cenário representa uma ruptura significativa na histórica presença do Brasil também fora das quatro linhas, especialmente na formação e exportação de treinadores.
Seleção Brasileira terá comando estrangeiro
A mudança de paradigma começa dentro de casa. A própria Seleção Brasileira disputará a Copa sob comando de um estrangeiro. Carlo Ancelotti será apenas o segundo técnico não brasileiro a dirigir o Brasil em uma competição oficial, repetindo um feito que não acontecia desde Ramón Platero, no Sul-Americano de 1925.
De tradição global à possível ausência
O momento contrasta com décadas em que o Brasil exportou treinadores para diversas seleções ao redor do mundo. Um dos maiores exemplos é Carlos Alberto Parreira, que comandou seleções como Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e África do Sul em diferentes edições de Copa do Mundo.
Outros nomes também marcaram presença no cenário internacional, como Paulo César Carpegiani, que dirigiu o Paraguai em 1998, Luiz Felipe Scolari, à frente de Portugal em 2006, e Joel Santana, que comandou a África do Sul em 2010.














