O Botafogo de Futebol e Regatas vive mais um capítulo decisivo fora de campo. Em meio à crise financeira e aos conflitos com o Grupo Eagle, o investidor John Textor divulgou, nesta terça-feira, uma carta-proposta ao clube social alvinegro com o objetivo de injetar novos recursos na SAF e garantir estabilidade imediata.
A proposta prevê um aporte de R$ 128,5 milhões (cerca de US$ 25 milhões), com a finalidade de assegurar liquidez e auxiliar no cumprimento de compromissos financeiros, como o pagamento da folha salarial.
💰 Aporte não é empréstimo e prevê troca por ações
De acordo com Textor, o valor não se trata de um empréstimo, mas sim de um investimento direto na SAF, estruturado como equity. Ou seja, o dinheiro seria injetado no clube em troca de ações ordinárias, fortalecendo o caixa sem gerar novas dívidas.
Além disso, o empresário garantiu que os 10% de participação do clube social serão preservados, conforme estabelecido no acordo de acionistas. A operação seria viabilizada por meio da emissão de novas ações.
📊 Capitalização pode chegar a R$ 257 milhões
O novo aporte se soma a um investimento anterior, também de US$ 25 milhões, obtido junto aos fundos GDA Luma e Hutton Capital — utilizado, inclusive, para resolver pendências como o transfer ban.
Caso ambas as operações sejam concluídas, o Botafogo pode alcançar uma capitalização total de aproximadamente R$ 257 milhões, reforçando a estrutura financeira do clube para o restante da temporada.
⚠️ Impasse depende de aval do clube social
Apesar do avanço nas negociações dentro da SAF, o processo ainda depende de autorização do clube social. O presidente João Paulo Magalhães precisa assinar um documento que viabiliza a entrada do investimento e também a possível conversão de dívidas em participação societária.
Até o momento, a assinatura não ocorreu, o que mantém o impasse em aberto. Além disso, o representante do associativo, Durcesio Mello, se absteve da votação no Conselho de Administração da SAF.
📢 Textor reforça compromisso e cobra decisão
Na carta divulgada, John Textor destacou que o aporte é fundamental para garantir a operação do clube no curto e médio prazo, evitando o aumento de endividamento.
O investidor também reiterou seu compromisso com o projeto esportivo, mas deixou claro que precisa do aval do clube social para seguir com o plano de capitalização.














