O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi formalmente denunciado pela Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) sob a acusação de manipulação envolvendo apostas esportivas. O jogador será julgado por supostamente ter forçado um cartão amarelo, beneficiando apostadores durante a partida contra o Santos, disputada no Mané Garrincha, em 2023.
Se condenado, Bruno Henrique pode receber pena de até dois anos de suspensão. A denúncia também gerou desdobramentos na esfera judicial: o atacante virou réu no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), após acolhimento da acusação apresentada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).
Apesar da gravidade das acusações, o processo ainda está em fase inicial no STJD. Ainda haverá instrução do caso e agendamento do julgamento, sem previsão de suspensão preventiva. Com isso, Bruno Henrique segue normalmente sua rotina no clube e está relacionado para viajar com o elenco do Flamengo neste sábado (2), rumo a Fortaleza, onde o time enfrenta o Ceará, no domingo (3), às 18h30, no Castelão, pela 18ª rodada do Brasileirão. O atacante foi poupado na última quinta-feira (31), assim como Arrascaeta e Jorginho, no jogo contra o Atlético-MG, pela Copa do Brasil.
Flamengo e defesa de Bruno Henrique ainda não se manifestaram
Procurado pelo portal ge, o Flamengo preferiu não comentar o caso. A defesa de Bruno Henrique também foi acionada pela reportagem, mas ainda não respondeu oficialmente.
Bruno Henrique foi denunciado por múltiplos artigos do CBJD
A acusação apresentada pelo STJD envolve diversos artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD):
Art. 243, §1º
Art. 243-A, parágrafo único
Art. 184
Art. 191, inciso III
Além disso, o jogador também foi enquadrado no artigo 65, incisos II, III e V do Regulamento Geral de Competições da CBF (2023).
As penas possíveis incluem:
Suspensão de 360 a 720 dias
Suspensão de 12 a 24 partidas
Três multas variando entre R$ 100 e R$ 100 mil
Outras pessoas também foram denunciadas
Além de Bruno Henrique, o STJD denunciou outras cinco pessoas investigadas no caso:
Wander Nunes Pinto Júnior (irmão do jogador)
Andryl Sales Nascimento dos Reis
Claudinei Vitor Mosquete Bassan
Douglas Ribeiro Pina Barcelos (amigos de Wander)
Por outro lado, Ludymilla Araújo Lima (esposa de Wander) e Poliana Ester Nunes Cardoso (prima de Bruno Henrique), que também foram investigadas por participação nas apostas, ficaram fora da lista de denunciados nesta etapa do processo.















