Patrocinadores

Corinthians

Corinthians deve R$ 40 milhões ao Santos Laguna por Félix Torres e busca acordo para suspender transfer ban

O novo presidente do Corinthians, Osmar Stabile, revelou que a dívida do clube com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, já chega a R$ 40 milhões. O valor é R$ 6,6 milhões maior do que o inicialmente divulgado, em razão dos juros de 18% aplicados pela FIFA.

A condenação do Timão ocorreu em maio de 2024, após o não pagamento das parcelas combinadas na compra do defensor. Torres foi contratado em janeiro de 2024 por US$ 6,5 milhões, com entrada de US$ 2 milhões e o restante dividido em cinco parcelas — que não foram quitadas.

O prazo final para pagamento de US$ 6,145 milhões (cerca de R$ 33,1 milhões) terminou no último dia 11, mas o clube não honrou a dívida. Como consequência, o Corinthians recebeu um transfer ban, punição que impede o registro de novos reforços. O valor exigido pelos mexicanos inclui multa, juros e honorários advocatícios.

Mesmo sob pressão, a diretoria corintiana tenta negociar condições melhores com o Santos Laguna. O clube paulista chegou a propor o pagamento de 70% do valor à vista, mas os mexicanos exigem 90%. Diante do impasse, o Corinthians pediu intervenção da FIFA para buscar um acordo.

“Extraoficialmente, fizemos mais do que três propostas. A FIFA entrou em contato com o Santos Laguna, apresentando nossas condições”, afirmou Stabile. “O clube mexicano, porém, não quer abrir negociação devido a tentativas anteriores sem sucesso. Conversei com o escritório que administra o Santos Laguna e pedi apoio para resolvermos a situação”, completou.

O Timão corre contra o tempo para quitar a dívida e suspender o transfer ban, já que a janela de transferências fecha na próxima segunda-feira (1º). Até o momento, o único reforço anunciado é o atacante Vitinho.

Segundo Stabile, a solução depende agora da entidade máxima do futebol: “O problema hoje está na FIFA. Se ela entender que precisamos pagar tudo, teremos que buscar os recursos e quitar. Estamos trabalhando em três frentes para conseguir a diferença. Se fossem apenas os R$ 33 milhões, o Corinthians já teria como pagar”, concluiu.