A eliminação da Seleção Italiana na repescagem para a Copa do Mundo de 2026 ganhou contornos ainda mais delicados nos bastidores. Um pedido de bônus de 300 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão), feito por jogadores antes mesmo do confronto decisivo contra a Bósnia, escancarou a falta de foco do grupo — e antecedeu mais um fracasso histórico da Azzurra, que ficou fora do Mundial pela terceira vez consecutiva.
A queda nos pênaltis não apenas selou a eliminação, mas também provocou uma crise institucional: o presidente da federação, o chefe de delegação e o técnico Gennaro Gattuso deixaram seus cargos após o resultado.
Bastidores expõem falta de foco da Itália
De acordo com o jornal La Repubblica, o tema financeiro ganhou espaço no vestiário dias antes da decisão. A proposta previa cerca de 10 mil euros por jogador em caso de classificação — valor que rapidamente virou pauta entre os atletas e chegou à comissão técnica.
Mais do que o conteúdo, o momento do pedido chamou atenção. Em vez de foco total na partida decisiva, o grupo demonstrou preocupação com questões financeiras antes mesmo de garantir a vaga, evidenciando um ambiente desconectado da urgência esportiva.
Gattuso tentou conter crise antes do jogo
Diante do cenário, Gattuso adotou postura firme: primeiro a classificação, depois qualquer discussão sobre bônus. A atitude foi uma tentativa clara de recolocar o elenco nos trilhos — algo que, na prática, não se refletiu em campo.
Desde o pré-jogo, a sensação era de instabilidade emocional. Em campo, a Itália não conseguiu manter o controle nos momentos decisivos e acabou sucumbindo diante da pressão, em um duelo que exigia equilíbrio e maturidade.
Emoção à flor da pele após eliminação
O pós-jogo revelou ainda mais o impacto da derrota. O lateral Leonardo Spinazzola apareceu abatido, enquanto Gianluigi Donnarumma expressou uma mistura de frustração e desgaste emocional — um retrato fiel do grupo após a eliminação.
Gattuso, mais uma vez, assumiu a responsabilidade publicamente, reforçando a sensação de um time que perdeu não apenas a vaga, mas também o controle emocional ao longo do processo.
Saída inevitável e clima de frustração
Nos bastidores, houve até apelos para que Gattuso permanecesse no cargo. No entanto, diante do cenário de fragilidade interna, a permanência se tornou inviável.
Mais do que a ausência na Copa, o que marca essa eliminação é a forma como tudo aconteceu: primeiro a discussão financeira, depois o desempenho em campo. Um roteiro que expõe problemas profundos e deixa uma sensação de constrangimento difícil de ignorar.














