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Julgamento de Bruno Henrique no STJD é adiado e terá nova audiência na quinta-feira

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) adiou o julgamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, acusado de suposto envolvimento em um esquema de apostas esportivas. A sessão foi remarcada para quinta-feira (13), às 15h (horário de Brasília).

Penalidade inicial e possível substituição

Bruno Henrique havia sido punido com 12 partidas de suspensão e multa de R$ 60 mil. No entanto, existe a possibilidade de que a penalidade seja substituída apenas por uma multa de R$ 100 mil, sem suspensão esportiva.

Alterações no processo e pedido de vista

A mudança ocorreu após o relator do caso, Sérgio Furtado Filho, propor alterações nas punições anteriores. Ele defendeu a absolvição do atleta no artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de até 12 jogos, e sugeriu apenas a aplicação de multa com base no artigo 191, sem afastamento dos gramados. Segundo o relator, não há provas de que Bruno Henrique tenha atuado de forma deliberada para manipular resultados. Diante disso, o auditor Marco Aurélio Choy pediu vista do processo, adiando a decisão final.

Defesa e acusação

A defesa do jogador foi conduzida pelos advogados Alexandre Vitorino e Michel Assef Filho, representante jurídico do Flamengo. Já o procurador Eduardo Ximenes, atuando pelo STJD, se posicionou contra o pedido de prescrição feito pela defesa. Ele argumentou que a denúncia foi apresentada dentro do prazo legal, já que o tribunal recebeu o relatório da Polícia Federal em 5 de maio de 2025, instaurou o inquérito dois dias depois e concluiu a investigação em 6 de junho, com denúncia formalizada em 1º de agosto. O caso se refere a uma partida disputada em 1º de novembro de 2023.

Pedido de prescrição rejeitado

Apesar da insistência da defesa em alegar que o prazo processual não foi respeitado e que a exposição midiática estaria pressionando o órgão acusador, os auditores do STJD rejeitaram por unanimidade (9 votos a 0) a tese de prescrição. Com isso, o processo segue ativo e terá nova deliberação nesta quinta-feira.