A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, respondeu nesta segunda-feira (8) à proposta da atual gestão do Flamengo, que defende a padronização dos gramados no Brasil e o fim dos campos sintéticos até 2027. A troca de declarações entre os dirigentes movimentou os bastidores do futebol brasileiro.
Leila Pereira critica iniciativa do Flamengo
Leila classificou a proposta como tardia e motivada por interesses particulares, destacando que o Flamengo historicamente se omitiu em debates estruturais do futebol nacional. Para a dirigente, a súbita preocupação da equipe carioca com o tema causa estranheza.
“Durante este ano, participei de vários debates com presidentes de outros grandes clubes, nos âmbitos da CBF e da LIBRA, e o Flamengo sempre se omitiu. Portanto, é até louvável que o clube apresente uma proposta supostamente em benefício do futebol brasileiro, e não apenas dele próprio”, afirmou Leila.
Campos sintéticos e risco de lesões
A presidente do Palmeiras também rebateu a ideia de que os gramados artificiais aumentariam o risco de lesões. Segundo ela, não há evidências científicas que sustentem essa tese.
“Desde que implementou o gramado sintético no Allianz Parque, em 2020, o Palmeiras é um dos clubes da Série A com menor número de jogadores lesionados. As alegações feitas pela atual gestão do Flamengo não passam de fake news”, disparou.
Críticas ao Maracanã
Em tom mais direto, Leila citou o Maracanã como exemplo de que o Flamengo deveria olhar primeiro para seus próprios problemas antes de propor mudanças nacionais. Para ela, a qualidade do gramado do estádio carioca não condiz com o discurso da diretoria rubro-negra.
“Se o Flamengo estivesse realmente preocupado com a qualidade dos gramados, o campo do Maracanã não seria tão ruim quanto é. No dia em que tiver um estádio próprio, poderá instalar o tipo de gramado que quiser”, afirmou.
Leila reforçou que a escolha pelo sintético na Arena Crefisa Barueri foi feita com respaldo das normas internacionais e por convicção técnica, defendendo a autonomia dos clubes e critérios objetivos no debate.
Resposta de Bap, presidente do Flamengo
Pouco antes da premiação da CBF pelo Brasileirão, Bap, presidente do Flamengo, explicou a proposta e respondeu às críticas da dirigente alviverde.
“Não é só a padronização do gramado. Temos feito uma campanha contra o gramado de plástico. Ano que vem serão 18 estádios, seis deles com sintético. Não existe nada disso na Europa e na América do Sul”, disse.
O dirigente ainda reforçou que o Flamengo não concorda com a utilização de gramados artificiais por motivos comerciais:
“Quem pensa em ganhar dinheiro fazendo shows deveria trocar de negócio. Saia do futebol e vá viver de show business. Mas achar que o futebol precisa de campo de plástico por causa de shows? Nós não concordamos”, concluiu.















