O Criciúma empatou em 1 a 1 com o Athletic-MG, e foi aquele tipo de jogo que o torcedor assiste pensando: “era melhor ter revisto O Clone no Viva”. Se não fosse o goleiro Alisson, o Tigre teria voltado de Minas com a bagagem cheia de arrependimentos.
Confira as notas do Taquarada — com uma pitada de ironia e a sinceridade que a torcida gosta (ou não):
Alisson – 6.5 (O sobrevivente)
Se tivesse um apito, dava pra dizer que foi salva-vidas. Evitou um naufrágio completo com boas defesas.
Benevenuto – 5 (O atrapalhado)
A impressão era que tinha um ímã no pé… que só atraía jogador do Athletic. Pelo menos não afundou sozinho, o sistema defensivo todo resolveu colaborar com o caos.
Castan – 4 (O GPS quebrado)
No gol do Athletic, deu o lado pro atacante como quem abre a porta da casa. Só faltou perguntar se ele queria com ou sem açúcar no café.
L.H – 5 (O discreto)
Passou pelo jogo como quem passa no shopping sem comprar nada: só deu uma volta. Nem comprometeu, nem contribuiu.
M.Trindade – 3 (O inocente útil… para o adversário)
Expulsão que parecia tutorial de “como deixar seu time na mão em menos de 90 minutos”. Falta de malícia e sobra de prejuízo.
Gui Lobo – 5 (O guerreiro cansado)
Correu, marcou, tentou. Mas futebol não é só vontade. Foi mais suor do que ideia.
Jhonata Robert – 5 (Sumido)
Estava em campo? Estava. Fez algo? Não muito. Figurante de luxo.
Alaba – 5 (O apagado)
Se tivesse sido substituído por um cone, o volume ofensivo teria sido o mesmo. Ao menos o cone não perde a bola.
Felipinho – 5 (O neutro)
Nem quente, nem frio. Nem lá, nem cá. Nem foi, nem ficou. Um verdadeiro diplomata do meio-campo.
Diego Gonçalves – 6 (O artilheiro solitário)
Fez o gol e procurou alguém pra comemorar. Não achou. De tão isolado, parecia que estava jogando futebol alternativo: atacante contra o mundo.
Nicolas – sem nota (O relâmpago)
Procurado ele até agora. Não deu tempo nem de entrar.
Yan Souto – 2 (O zagueiro de outro esporte)
Toda bola que chegava nele, parecia que ia pra linha de fundo. Pode ser útil… no vôlei.
Léo Naldi – 5 (O esforçado sem recompensa)
Correu, marcou, tentou ajudar, mas parecia estar jogando um jogo diferente dos colegas. Pelo menos o relógio contou os passos.
Borasi – 4 (O egoísta do contra-ataque)
Recebeu a bola do jogo e decidiu que passar pro companheiro livre era uma ideia ultrapassada. Preferiu a fama e ficou com o vexame.
Eduardo Baptista – 3 (O ilusionista)
Fez a organização tática do Criciúma sumir. O pior jogo sob seu comando, com substituições que pareciam tiradas de um bingo. Se a intenção era confundir, conseguiu.














