Se você piscou, perdeu a virada. Se cochilou, perdeu um golaço. E se subestimou o Criciúma… perdeu a chance de ser feliz. Em uma noite que vai ficar na memória do torcedor Carvoeiro, o Tigre botou o Furacão no bolso, virou o jogo como quem vira carne na churrasqueira, e meteu logo 4 a 2 no Athletico-PR. Um resultado tão saboroso quanto feijoada de domingo com farofa de respeito.
Confira as notas do Taquarada, que jamais erra (ou erra com estilo):
NOTAS DO TIGRE (porque hoje foi show)
Alisson – Nota 6
Foi ao jogo pra ver de perto o milagre da virada. Fez o básico e agradeceu ao ataque por não complicar sua vida.
Rodrigo – Nota 8 (com louvor)
Um monstro. Colocou a faixa de capitão e uma armadura medieval, ninguém estranhava. Cortou, bateu, gritou, jogou. Tinha que levar o apito também.
Castan – Nota 6
Deu uma rateada no segundo gol, mas depois se recompôs como quem finge que não viu a notificação do chefe e segue firme no expediente.
Benevenuto – Nota 6
Saiu com amarelo, mas deixou o campo com dignidade. Foi substituído antes que o Taquarada precisasse dar nota menor.
Marcinho – Nota 7
Mais presente que parente em churrasco. Correu por ele, pelo colega e pelo estagiário da comissão técnica.
Felipinho – Nota 7
Outro que resolveu jogar sério. Participativo, objetivo e parece ter tomado isotônico com energético antes do jogo.
Matheus Trindade – Nota 7
Jogou o fino. Distribuiu bola como garçom na hora do rodízio. Quem pediu passe, recebeu.
Gui Lobo – Nota 7
JOGOU. MUITA. BOLA. Deu tapa de qualidade, controlou o ritmo e até fez a torcida perguntar: “Esse aí veio de onde mesmo?”
Jonathan Robert – Nota 7,5
Jogou tanta bola que, se fosse videogame, teria zerado o modo carreira — sua melhor partida pelo Criciúma.
Diego Gonçalves – Nota 6,5
Cumpriu bem sua função. Não brilhou como supernova, mas foi estrela guia na movimentação.
Nicolas – Nota 7
Líder nato, correu como se tivesse que pagar a conta de luz com cada passe certo. E pagou!
João Carlos – Nota 7,5
ENTROU. MUDOU. RESOLVEU. Já pode pedir música no Fantástico e uma estátua (brincadeira).
Eduardo Baptista (técnico) – Nota 7
Acertou nas mudanças, manteve o time ligado e não teve medo de buscar a virada. Hoje, se fosse pastor, convertia até ateu.
Resumo da ópera?
O Criciúma está mais vivo do que nunca e provou que em casa manda, desmanda e vira jogo como se fosse novela mexicana. O Furacão até tentou soprar forte, mas o Tigre rugiu mais alto. E com quatro gols na conta, o Taquarada só tem uma coisa a dizer:
JOGARAM AQUELE FININHO.














