A Premier League e o Manchester City anunciaram que chegaram a um acordo para encerrar a disputa judicial relacionada às regras de patrocínio impostas aos clubes ingleses.
Entenda o caso
Desde 2008, quando foi adquirido por um fundo de investimentos dos Emirados Árabes Unidos, o Manchester City passou a ter apoio financeiro significativo da Etihad Airways, companhia aérea de Abu Dhabi que dá nome ao estádio e estampa sua marca no uniforme.
O litígio começou em torno das chamadas Associated Party Transactions (APT), regulamento que controla contratos de patrocínio com empresas ligadas aos proprietários dos clubes. O objetivo das regras é garantir que esses acordos reflitam o valor justo de mercado, evitando distorções financeiras.
Arbitragens e divergências
O processo teve início em um procedimento arbitral cuja decisão foi proferida em outubro de 2024. A interpretação, no entanto, gerou polêmica:
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Para o Manchester City, a decisão teria declarado todas as regras de APT nulas e inválidas.
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Já a Premier League entendeu que a maioria das normas continuava legítima, com exceção de alguns pontos que deveriam ser retirados ou emendados.
Um mês depois, a liga inglesa atualizou seu regulamento com apoio da maioria dos clubes, mas o Manchester City voltou a contestar, iniciando um segundo procedimento arbitral.
O acordo final
Nesta segunda-feira, após anos de disputa, as partes anunciaram um acordo conjunto. Pelo entendimento final, o Manchester City reconhece que as regras atuais das APT são válidas e obrigatórias, encerrando oficialmente o litígio.



