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Real Madrid avalia abrir participação a investidores externos e manter modelo associativo

O Real Madrid, considerado o clube de futebol mais valioso do mundo, estuda a criação de uma subsidiária que permitiria a investidores externos adquirir cerca de 5% de participação. A proposta foi apresentada pelo presidente Florentino Pérez neste domingo (23), durante a reunião anual do clube em Madrid.

Assembleia e votação dos sócios

Segundo Florentino, os sócios do Real Madrid serão convidados a votar sobre a iniciativa em uma assembleia geral extraordinária, já que a medida exige alteração dos estatutos. O presidente reforçou que o modelo atual de propriedade pelos sócios será mantido intacto, mas que ser sócio passará a ter “um valor real e tangível”.

“Se alguém estiver disposto a investir quantias significativas de dinheiro por uma participação simbólica, isso é a maior demonstração do valor do Real Madrid”, afirmou Pérez, em discurso frequentemente interrompido por aplausos.

Investidores e valores do clube

Florentino destacou que qualquer investidor deverá respeitar os valores do Real Madrid, contribuir para o crescimento da instituição e ajudar a proteger seus ativos de ataques externos.

Assim como Barcelona, Athletic Club e Osasuna, o Real Madrid segue o modelo de associação, em que cerca de 2.000 sócios atuam como delegados na assembleia anual. Eles têm poder para eleger o presidente, analisar as contas e votar mudanças estatutárias.

Receita recorde e avaliação bilionária

De acordo com a Deloitte, o Real Madrid é o único clube do mundo a registrar receitas superiores a 1 bilhão de euros.

  • Temporada 2024/2025: receitas de 1,19 bilhão de euros
  • Lucro líquido após impostos: aumento de 56%, chegando a 24,3 milhões de euros

Segundo a Forbes, o clube tem valor de mercado estimado em 6,75 bilhões de dólares, liderando o ranking mundial.

Competitividade e desafios

Apesar da força financeira, Florentino Pérez já declarou que o modelo de associação limita o Real Madrid, especialmente na disputa por contratações contra clubes como PSG, Manchester City e Chelsea, administrados por fundos de private equity ou estados ricos em petróleo.

Nesse contexto, o Real Madrid também lidera o movimento pela criação de uma Super Liga Europeia, vista como alternativa para manter a competitividade no cenário internacional.

Acordos anteriores com fundos

O clube já possui histórico de negociações com fundos norte-americanos:

  • 2022: acordo com a Sixth Street, garantindo 360 milhões de euros em troca dos direitos de exploração de novos negócios no Estádio Santiago Bernabéu por 20 anos.
  • 2025: parceria com o fundo Apollo, que se tornou acionista majoritário do rival Atlético de Madrid, reforçando o interesse de investidores no futebol espanhol.