O São Paulo Futebol Clube anunciou nesta segunda-feira (15) o afastamento de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto do futebol de base, e de Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e responsável pelos departamentos feminino, cultural e de eventos. As saídas ocorreram após a divulgação de áudios que envolvem os dirigentes em um suposto esquema de venda ilegal de camarotes no MorumBIS.
Áudios revelam suposto esquema de camarotes
Segundo informações publicadas pelo ge, o esquema teria acontecido em shows realizados no estádio do São Paulo. No episódio específico, durante o concerto da cantora Shakira em 2025, Schwartzmann admite nas conversas que ele e outras pessoas lucraram com a operação.
Em nota oficial, o clube declarou:
“O São Paulo Futebol Clube informa que tomou conhecimento do conteúdo do áudio por meio da imprensa e que realizará a devida apuração dos fatos. Com base nessa análise, o Clube adotará as medidas que se mostrarem necessárias. Na manhã desta data, os conselheiros Douglas Schwartzmann e Mara Casares solicitaram licença de seus respectivos cargos na gestão.”
Envolvimento de outros dirigentes
Além de Schwartzmann e Mara Casares, os áudios também citam Marcio Carlomagno, superintendente do clube e braço direito do presidente Julio Casares. De acordo com Schwartzmann, foi Carlomagno quem repassou a Mara Casares o camarote para comercialização durante o show da cantora colombiana.
O espaço em questão é o camarote 3A, localizado no setor leste do MorumBIS. Em documentos internos do clube, o camarote aparece identificado como “sala presidência”, situado em frente ao escritório do presidente e tradicionalmente usado para reuniões e entrevistas.
Como funcionava o esquema
De acordo com os áudios, o camarote 3A foi repassado a Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária responsável por comercializar o espaço. Os ingressos chegaram a custar R$ 2,1 mil cada, e o faturamento total teria alcançado aproximadamente R$ 132 mil durante o show de Shakira.
Meses depois, o caso se transformou em disputa judicial. A empresa de Adriana entrou com ação contra Carolina Lima Cassemiro, acusando-a de retirar, sem autorização, um envelope com 60 ingressos para o camarote. Carolina, por sua vez, alegou ter sido enganada e afirmou ter sofrido prejuízos financeiros e difamação.
Investigação policial e pressão sobre intermediária
Adriana registrou um Boletim de Ocorrência na 34ª Delegacia de Polícia de São Paulo, e o caso passou a ser investigado judicialmente. Com o avanço das apurações, Douglas Schwartzmann e Mara Casares teriam pressionado Adriana para que retirasse a ação antes que o episódio viesse a público.














