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Sindicato dos Jogadores critica FIFA

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) se posicionou publicamente contra o formato e os impactos da Copa do Mundo de Clubes, unindo-se à FIFPro, maior entidade sindical do futebol mundial, nas críticas à FIFA. A principal reclamação gira em torno do aumento da carga de jogos e da falta de diálogo da entidade com representantes dos atletas.

A manifestação ocorreu após uma declaração contundente de Sergio Marchi, presidente da FIFPro, que acusou a FIFA de continuar priorizando lucros em detrimento da saúde física e mental dos jogadores. O português Joaquim Evangelista, líder do SJPF e membro do conselho mundial da FIFPro, reforçou a crítica ao classificar a postura da FIFA como “unilateral e autoritária”.

“A total ausência de diálogo com a FIFPro e a tomada de decisões unilaterais, abusando de uma posição dominante, já foi reprovada pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, no caso Diarra”, destacou Evangelista em nota oficial. Ele ainda acrescentou que “quaisquer medidas legais para proteger os jogadores são legítimas”.

Copa do Mundo de Clubes é alvo de críticas

A competição, vencida neste domingo (13) pelo Chelsea, é apontada por Evangelista como um dos maiores símbolos da sobrecarga no calendário internacional, o que comprometeria o desempenho, a saúde e até o direito ao descanso dos atletas. Ele afirma que o torneio colide com direitos fundamentais, como o das férias, e denuncia o descaso da FIFA com as recomendações de especialistas e representantes dos jogadores.

Marchi também ironizou o discurso do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que classificou o Mundial como um sucesso. Segundo o dirigente da FIFPro, tal narrativa é uma “ficção” diante dos impactos reais sentidos pelos atletas de elite.

Acordo anunciado pela FIFA gera desconfiança

Um dia antes da crítica pública, a FIFA anunciou um acordo com “diversas organizações representativas de jogadores” para garantir ao menos 72 horas de descanso entre partidas e um período mínimo de férias entre temporadas. No entanto, nem a FIFPro nem o SJPF foram incluídos nas negociações.

A exclusão das principais entidades sindicais gerou indignação. O SJPF lamentou a falta de transparência e diálogo, e voltou a destacar que a expansão do calendário, sem considerar a opinião dos jogadores, representa um risco crescente para o futebol profissional em nível global.