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STJD autoriza retorno de jogadores banidos por manipulação de resultados

Mais de dois anos após terem sido banidos do futebol por envolvimento em esquemas de manipulação de resultados, os jogadores Ygor Catatau (ex-Vasco e Sepahan-IR), Gabriel Tota (ex-Juventude e Ypiranga-RS) e Romário (ex-Vila Nova) receberam autorização oficial para voltar aos gramados.

A liberação foi confirmada pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em decisão tomada após análise dos pedidos de reabilitação apresentados pelos atletas.

Cumprimento das exigências legais

O trio havia sido banido após ser alvo da Operação Penalidade Máxima, conduzida pelo Ministério Público de Goiás, que investigou fraudes em apostas esportivas. Para conseguir a reintegração, os jogadores precisaram comprovar:

  • pagamento das multas aplicadas,

  • vínculo profissional com clubes,

  • documentos que atestam idoneidade moral.

Durante o julgamento, realizado no Rio de Janeiro, os três atletas estiveram presentes. O subprocurador-geral Eduardo Ximenes se manifestou a favor da volta aos gramados, destacando o pleno cumprimento dos requisitos exigidos.

“Não há outro entender a não ser pelo pleno cumprimento dos requisitos e ressaltando a importância da reabilitação dos atletas”, afirmou Ximenes na sessão.

Operação Penalidade Máxima: entenda o caso

A Operação Penalidade Máxima teve início em 2022, após denúncias de manipulação de resultados em jogos da Série B do Campeonato Brasileiro. Na primeira fase, oito jogadores de diferentes clubes foram denunciados e se tornaram réus.

O caso ganhou notoriedade com o volante Romário, do Vila Nova, que aceitou uma proposta de R$ 150 mil para cometer um pênalti contra o Sport. Ele chegou a receber R$ 10 mil de adiantamento, mas, como não foi relacionado para a partida, tentou convencer companheiros a executar o plano — sem sucesso.

A tentativa frustrada levou o então presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, também policial militar, a reunir provas e encaminhar ao Ministério Público de Goiás, dando origem à investigação.

Em maio de 2023, a segunda fase da operação ampliou o escândalo, tornando 16 pessoas rés, incluindo sete atletas profissionais.

Próximos passos

Com a decisão do STJD, Ygor Catatau, Gabriel Tota e Romário estão oficialmente liberados para retomar a carreira e negociar com clubes interessados. A reintegração marca um novo capítulo em suas trajetórias, após um dos maiores escândalos recentes envolvendo manipulação de resultados no futebol brasileiro.