O presidente do Vasco, Pedrinho, confirmou que o clube está com negociações avançadas para a venda da SAF. Sem revelar nomes ou prazos, o dirigente destacou que o processo exige cautela, principalmente na fase de estruturação contratual, considerada decisiva para o futuro do futebol cruz-maltino.
Segundo Pedrinho, a prioridade da atual gestão é encontrar um investidor com credibilidade e conhecimento de mercado. A postura mais cuidadosa tem relação direta com a experiência recente envolvendo a 777 Partners, que gerou impactos negativos dentro e fora de campo. Dessa forma, o clube busca evitar novos riscos e garantir estabilidade a longo prazo.
“A gente está em uma etapa muito importante. Não posso dar data, nem nome, mas está em um caminho interessante. Precisamos de cautela para estruturar o contrato. O exemplo do antigo sócio está aí. Por isso, buscamos um investidor sério, com credibilidade, para que o Vasco se torne um clube estruturado pelo resto da vida”, afirmou o presidente, em entrevista após o sorteio da Copa do Brasil.
Além disso, o mandatário reforçou o compromisso da gestão com a saúde financeira do clube. De acordo com ele, manter salários em dia e fortalecer a estrutura são pilares fundamentais nesse processo de transição.
“A gente não quer que o Vasco seja conhecido como um clube que não paga salário. Na minha gestão isso nunca aconteceu e não vai acontecer. Fortalecer setores, investir e estruturar o clube é um passo importante que estamos próximos de dar, mas não dá para cravar prazo para não gerar expectativa”, completou.
Atualmente, a divisão acionária da SAF do Vasco ainda reflete o imbróglio com a antiga parceira. O clube associativo detém 30% das ações, enquanto 31% pertencem à 777 (hoje sob controle da A-CAP). Outros 39% estão sob posse do Vasco por decisão judicial, embora o caso ainda esteja em discussão na arbitragem.
Por fim, a expectativa mais otimista da diretoria é concluir a venda com a negociação de até 90% das ações para um novo investidor. Entretanto, o avanço definitivo depende da resolução envolvendo a participação do antigo grupo, fator que segue como peça-chave para o desfecho das tratativas.














