O basquete brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, um dos maiores jogadores da história do esporte. O ex-atleta passou mal em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Alphaville, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.
Família destaca legado e pede privacidade
Em nota oficial, a família lamentou a perda e ressaltou a trajetória marcante do ídolo, dentro e fora das quadras. O velório e o enterro serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos próximos.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar enfrentava há mais de 15 anos uma batalha contra um tumor cerebral, sempre com postura resiliente e inspiradora. Segundo os familiares, seu legado vai além do esporte, impactando gerações de atletas e fãs no Brasil e no mundo.
Homenagem recente e últimos momentos
No último dia 8 de abril, Oscar foi um dos homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil durante cerimônia do Hall da Fama, realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Em recuperação de uma cirurgia, ele não pôde comparecer e foi representado pelo filho, Felipe Schmidt, que destacou a emoção da homenagem e a dedicação do pai à seleção brasileira.
Carreira de Oscar Schmidt: números e feitos históricos
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Schmidt construiu uma carreira lendária no basquete mundial. Ícone da seleção brasileira, foi responsável por popularizar o esporte no país e se tornou referência internacional.
Entre seus principais feitos:
- 5 participações olímpicas (1980 a 1996)
- Maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos
- 49.737 pontos na carreira, sendo por anos o recordista mundial
- Campeão do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis
- Passagens marcantes por clubes do Brasil e da Europa, especialmente na Itália
Oscar também integrou o Hall da Fama da FIBA e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga norte-americana.
Recusa à NBA e amor à Seleção Brasileira
Um dos capítulos mais emblemáticos da carreira foi a decisão de recusar propostas da NBA para seguir defendendo a seleção brasileira. Em 1984, após ser draftado pelo New Jersey Nets, abriu mão da liga por conta das regras da época. Anos depois, voltou a receber convites, mas manteve a mesma escolha.
Essa decisão reforçou sua identidade como símbolo do basquete nacional e consolidou sua relação com a camisa da Seleção.
Últimos anos e luta contra o câncer
Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, Oscar passou por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos. Em 2022, chegou a anunciar a interrupção da quimioterapia, gerando repercussão, mas posteriormente esclareceu a situação e afirmou estar curado.
Mesmo diante das dificuldades, manteve-se ativo, inspirador e próximo do público.


