A rodada do glorioso Criciúma foi marcada por alguns que brilharam, outros que passaram batidos, e teve até quem só apareceu na súmula porque a regra manda. Com vocês, as notas da pelada — quer dizer, da partida — com o melhor do Taquarada:
Alisson – Nota 6
Não foi exigido. Poderia ter levado uma cadeira de praia, um suco e curtido o jogo como torcedor. Não sujou nem o uniforme.
Benevenuto – Nota 6
Errou alguns passes, mas jogou como quem sabe que vai passar de ano com nota mínima. Seguro na defesa, como quem segura um pote de sorvete: com certo cuidado, mas distraído.
Rodrigo – Nota 7.5
O patrão da defesa. Ganhou todas, comandou o setor e ainda sobrou energia pra gritar com os companheiros. O famoso “manda quem pode”.
Castan – Nota 6.5
Seguro. Um Castan sólido, como o concreto de uma calçada recém-feita: não deslumbra, mas você confia em pisar.
Léo Naldi – Nota 7
O melhor do meio-campo. Distribuiu o jogo como um garçom em dia bom de gorjeta. Simples, direto e eficiente.
Gui Lobo – Nota 6.5
Muito esforço. Parecia que tinha feito promessa: correu, brigou, tentou de tudo. Quase que foi de atacante a gandula.
Jonathan Robert – Nota 6
Disperso. Em campo, mas com a mente talvez num episódio de série atrasada ou no boleto do fim do mês. Tocou na bola, mas não tocou corações.
Marcinho – Nota 6.5
Participou do gol e mostrou serviço. Não foi o craque da noite, mas também não ficou só batendo lateral. Valeu o ingresso (se fosse meia-entrada).
Felipinho – Nota 6
Muito esforço. Merecia um Gatorade, um abraço e talvez um massagista. Faltou só aquele “algo a mais” que transforma esforço em brilho.
Diego Gonçalves – Nota 6
Disperso. Parecia que estava jogando no modo avião. Quase não deu sinal.
Nicolas – Nota 7
Artilheiro! Onde muitos tropeçam, ele empurrou pra rede. Não fez chover, mas molhou a rede. E isso basta.
Yan Souto – Nota 6
Não comprometeu. Saiu ileso, como quem atravessa a rua olhando pros dois lados. Seguro, mas sem emoção.
Jean Carlos – Nota 6
Discreto. Foi tipo elevador em prédio comercial: ninguém nota, mas está lá cumprindo função.
Juninho – Nota 6
Também não comprometeu. Fez o que tinha que fazer, como aquele aluno que entrega o trabalho nos 45 do segundo tempo, mas sem erros de português.
Eduardo Baptista – Nota 7
O técnico soube administrar o jogo com a calma de quem já viu de tudo. Não fez mágica, mas também não atrapalhou — o que, convenhamos, já é metade do caminho.














