Com o fechamento da janela de transferências do verão europeu 2025/26, os números divulgados confirmam mais uma vez o domínio financeiro da Premier League em relação às demais ligas do continente.
De acordo com relatório da Deloitte, publicado nesta terça-feira (2), os clubes ingleses investiram um valor recorde de £3 bilhões (R$ 22 bilhões) em reforços para o início da temporada. Esse montante representa 51% do total gasto pelas cinco principais ligas europeias (Inglaterra, Espanha, França, Alemanha e Itália), superando em cinco pontos percentuais a média registrada nos últimos cinco anos.
Premier League dispara em gastos líquidos
Outro dado que chama atenção é o saldo líquido da Premier League (gastos menos receitas com vendas de jogadores). Em 2025, o déficit foi de £1,2 bilhão (R$ 8,8 bilhões), mais que o dobro em comparação a 2024, quando o valor foi de £570 milhões (R$ 4,1 bilhões). O número também supera o recorde anterior de £1,1 bilhão (R$ 8 bilhões), registrado em 2022.
Até mesmo a segunda divisão inglesa mostrou força no mercado, com gastos próximos a £240 milhões (R$ 1,7 bilhão), quase £100 milhões a mais em relação à temporada anterior.
Enquanto isso, as demais grandes ligas europeias apresentaram em conjunto saldo positivo médio de €90 milhões (R$ 572 milhões), evidenciando uma gestão mais equilibrada em comparação ao futebol inglês.
Gastos por liga na janela 2025/26
Premier League
Gastos: €3,2 bilhões (média de €159,2 milhões por clube)
Receita: €1,8 bilhão
Saldo: -€1,4 bilhão
Serie A (Itália)
Gastos: €1,1 bilhão
Receita: €1,1 bilhão
Saldo: -€31,8 milhões
Bundesliga (Alemanha)
Gastos: €815,8 milhões
Receita: €994,4 milhões
Saldo: +€178,6 milhões
LaLiga (Espanha)
Gastos: €643,3 milhões
Receita: €609,6 milhões
Saldo: -€33,7 milhões
Ligue 1 (França)
Gastos: €607,8 milhões
Receita: €863,3 milhões
Saldo: +€255,5 milhões
Inglaterra isolada na frente
Com números tão expressivos, a Premier League reafirma sua posição como a liga mais poderosa financeiramente do mundo. A diferença em relação às demais competições continua crescendo, reforçando a disparidade no futebol europeu e aumentando a capacidade dos clubes ingleses de atrair os principais talentos globais.














